Maio 2017 - Barricada de Livros

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Bom dia Verônica
maio 24, 20171 Comments

E finalmente eu li "Bom dia, Verônica". Ele já tá parado aqui faz uns bons meses e por algum motivo eu perdi o tesão de ler logo que ele chegou. Por isso a demora, na verdade eu só comecei a leitura porque eu não queria ler nada e peguei ele aleatoriamente. Fiquei surpreendida com a rapidez da minha leitura, durou só 3 ou 4 dias, isso porque quando eu comecei eu não gostei nada. Talvez por um certo preconceito, não sei se realmente acredito na história toda da autora que tá impresso em dois locais no livro e olha que foi exatamente por causa dessa história que eu quis comprá-lo pra começo de conversa.

Segundo a editora, a autora era alguém importante dentro da polícia e que depois de um trabalho infiltrada em um caso, sofreu um grande perda e se viu obrigada a assumir uma nova identidade e encontrou na literatura uma forma de vencer a depressão. Nasceu dai o pseudônimo Andre Killmore.

Bom dia, Verônica tem como protagonista a Verônica Torres, uma escrivã/secretária de um delegado que anda bem desanimada com sua carreira. Ela acredita que seu lugar não é ali em frente a uma mesa e sim lá fora resolvendo casos. Filha de um policial corrupto, Verônica também é cheia de traumas o que inclui uma tentativa de suicídio. Tudo muda quando em um dia ela conhece Marta Campos, vítima de um golpe, que depois de procurar ajuda na polícia e não receber ajuda necessária, se joga do 11º andar. Logo depois disso, Verônica recebe a ligação de Janete que diz que corre risco de vida e fala que seu marido mata mulheres. Sabendo desses dois caso sem ligação alguma, ela então decide investigar e ajudar essas mulheres.

Apesar de eu não ter gostado dele quando comecei a leitura, pois parecia muito superficial e até meio idiota, o livro em si acabou se mostrando muito bom. A autora consegue te prender depois de alguns capítulos e você não consegue mais soltar o livro. A forma como ela amarra as três histórias — Verônica, Marta e Janete — é bem coerente o que me deixou feliz já que por ter várias coisas diferentes acontecendo, seria muito fácil a autora perder o que está contando.


O livro aborda temas importantes para discussão como violência doméstica/contra a mulher e o mal funcionamento dos serviços públicos. O que me deixou decepcionada na verdade foi o fato desses assuntos perderem o foco para Verônica. Não tem como negar que ela é uma personagem muito bem construída, mas seus constantes erros me irritavam. Mas claro, isso é muito pessoal. Cada um tem seu modo e limite par aturar qualquer pessoa na vida real, o mesmo acontece com personagens. Acho que Verônica é aquele tipo de pessoa que ou você ama ou odeia. Infelizmente, eu odiei.

Outro ponto que me incomodou foi o desenrolar da história do marido de Janete, ao mesmo tempo que o desenrolar do golpista de Marta é algo extremamente animador o do PM foi desanimador para mim. É muito bem bolada o background da história dele, mas pra mim não colou...não sei explicar o motivo. Acho que acabou sendo muito além do que eu imaginava. Mas de novo, isso é muito pessoal.

Em suma, é um livro muito bem estruturado e bem desenvolvido. Te prende do começo ao fim e é bem simples de ler, sem falar da edição linda da DarkSide. Talvez o motivo de eu não ter amado de paixão seja pelo fato de eu não ser tão fã de livros policiais, de qualquer forma não achei ele um livro realmente impressionante, apenas bem amarrado.
E vocês, já leram? Lembro que ele tava super falado por aí na época do lançamento. Me digam o que acharam dele!

Autora: Andrea Killmore
Editora: DarkSide Books
Ano: 2016
Páginas: 251
Reading Time:

sábado, 20 de maio de 2017

8 motivos para você assistir "That '70s Show"!
maio 20, 20170 Comments

Olá pessoal! Hoje eu tô aqui pra falar sobre essa série que conquistou meu coração nos últimos tempos: That '70s Show! Eu acabei de assistir faz algumas semanas e já tô morrendo de nostalgia. Queria muito ser o tipo de pessoa que consegue ver episódios aleatórios de séries, mas eu não dou conta. Ou acompanho tudo de novo ou deixo ela quieta. Enfim, vamos falar um pouco dela.

A série é ambientada, obviamente, nos anos 70. Mas especificamente no ano de 1976 e se passa na cidade fictícia Point Place, Wisconsin. A história, que termina na virada de 1979 para 1980, relata o dia a dia de um grupo de amigos adolescentes que passam a maior parte do tempo reunidos no porão da casa de Eric conversando, fazendo planos ou ainda fumando maconha.

Ela me cativou tanto que resolvi fazer uma pequena lista dos motivos pelos quais eu acho que "That '70s Show" vale seu tempo e sua dedicação (afinal, ela teve 8 temporadas!). Vamos la!

1. Elenco maravilhoso
Acho quase impossível falar de That '70s Show sem comentar sobre o elenco. Foi o motivo principal para eu mesma querer assistir. O elenco principal inteiro é composto por atores que a gente conhece muito bem no começo de suas carreiras. Além dos outros atores, que também são ótimos.

2. Os Personagens
Todos muito bem construídos! No começo você pode até achar que eles vão ser todos rasos, mas conforme a história vai passando você vê que não! São pessoas reais, adolescentes divertidos e que vive fazendo burrada, acho muito difícil não se apaixonar por cada um deles.


3. O círculo
Talvez a melhor parte da série toda. Como disse lá em cima, há momentos em que o grupo se junta para fumar maconha porém isso nunca é dito abertamente. Pra isso, a série teve a sacada de colocá-los em círculo em que a câmera vai girando e focando em cada personagem, como se eles estivessem passando o baseado.

4. A abertura
Sem brincadeira, quando eu comecei a assistir a série eu decorei a música de abertura logo no segundo episódio e não teve uma abertura nessas 8 temporadas em que eu não cantei junto! É viciante.

Hello Wisconsin!



5. Fez
Sem dúvida meu personagem favorito. Fez é um estudante de intercâmbio viciado em doces, virjão e tarado. Tem o melhor sotaque e em nenhum momento da série nós descobrimos de onde diabos ele veio, na verdade nem os próprios amigos sabem! Nós não sabemos nem o nome dele, ele só diz uma vez e não escutamos e é um nome tão complicado que deram esse apelido para ele. Apesar de ser meio babaca as vezes, ele é um personagem adorável e sabe muito bem terminar uma discussão.


6. Piadas/Diálogos
Desde o fim de How I Met Your Mother, eu tava com um sério vazio de uma série engraçada, realmente engraçada, sabe? Aquelas que te faz gargalhar e não apenas sorrir. E That '70s Show preencheu esse vazio (e agora já tá vazio de novo). Apesar de volta e meia ter alguma piadinha machista e preconceituosa, é algo que conseguimos relevar considerando a época que a série foi feita e, óbvio, a série em que a história se passa.

7. Tabus
Apesar das piadinhas sem graça, a série aborda assuntos muito bacanas e que eram ou continuam sendo um tabu como: uso de drogas, sexo na adolescência e feminismo! Donna é abertamente feminista e independente. Uma das melhores partes.

8. A série completa está disponível na Netflix
Nada é mais agradável que assistir uma série na Netflix não é? Então aproveitem e vão maratonar essa série linda!!

Ficou com vontade de ver ou já assistiu a série? Me falem aqui o que acharam dela depois!
Reading Time:

@linelanis