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05 dezembro 2017

O Diário de Anne Frank - Quadrinhos, de Ari Folman e David Polonsky (#44)

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Título original: Anne Frank: The graphic diary
Autor: Ari Folman e David Polonsky
Editora: Record
Ano: 2017
Páginas: 160
Para saber mais: Skoob
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livro recebido em parceria com a editora

Sinopse: Um dos livros mais lidos do mundo agora chega ao Brasil em sua primeira edição oficial em quadrinhos, autorizada pela Anne Frank Fonds Basel “O diário de Anne Frank” foi publicado pela primeira vez em 1947 e faz parte do cânone literário do Holocausto. E agora, pela primeira vez, vem à luz esta edição em quadrinhos. O roteirista e diretor cinematográfico Ari Folman e o ilustrador David Polonsky demonstram com essa adaptação a dimensão e a genialidade literárias da jovem autora. Eles tornam visual o contemporâneo documento histórico de Anne Frank e traduzem o contexto da época no qual foi escrito. Baseada na edição definitiva do diário, autorizada por Otto Frank, pai de Anne – um dos livros mais vendidos do mundo, publicado no Brasil pela Editora Record –, esta versão em quadrinhos torna tangível o destino dos oito habitantes do Anexo durante seus dias no esconderijo.


O dia em que os Correios chegou em casa com esse livro foi um dos dias mais felizes do meu ano de 2017. Passei por maus bocados esse ano, em diversos graus eu me machuquei e me decepcionei com pessoas que eram de extrema importância para mim e Anne, mais uma vez, me ajudou a superar isso e a aquecer meu coração partido.


Não sei explicar exatamente como isso acontece, mas vejo Anne como uma amiga que mora longe de mim. Isso desde a primeira vez em que tive acesso ao seu diário, quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. Foi bem fácil essa conexão já que eu tinha quase a mesma idade que ela quando seu diário teve início. É simplesmente incrível que sempre que eu preciso de um certo conforto, ou ainda um incômodo eu encontro no diário de Anne.

Anne Frank relata eu seu diário sua vivência no esconderijo em que sua família, junto com outra família e depois com mais um homem, tentam fugir das garras da perseguição com os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Infelizmente, eles são descobertos depois de dois anos. O único sobrevivente foi seu pai, Otto Frank, que seguiu o desejo da filha e publicou o diário.

O diário tem início antes da família se refugiar e depois de algum tempo ali, Anne resolve que quando a guerra terminasse ela publicaria um livro baseado no seu diário. Ela então começou a editar algumas partes, melhorando seu texto e excluindo partes não tão interessantes. Mas apesar disso, ele nunca deixou de ser um diário extremamente pessoal. Apesar de ela passar informações sobre o que acontecia do lado de fora do Anexo Secreto, o foco principal é toda a confusão que ela era. Afinal, não somos todos uma junção de sentimentos e confusão?

Anne passa por muitos momentos horríveis e fica extremamente triste enquanto confinada naquele lugar, mas também há diversas passagens em que ela tenta ao máximo permanecer confiante com o que vem a seguir e feliz por estar bem. Ela é uma inspiração para mim. Suas palavras me tocam de forma que eu não consigo descrever e a adaptação para os quadrinhos é de extrema beleza!


Minha sensação ao ler esse quadrinho foi que eu estava vendo a real Anne. As ilustrações captam a essência de Anne e emociona quem está lendo. Eu não tenho muito contato com Graphic Novels mas essa com certeza me fez querer ter um relacionamento com essa linguagem. Os momentos reflexivos do diário são retratados com da melhor forma. Se eu já me sentia conectada com Anne antes, essa Graphic Novel só aumentou essa conexão. Terminei minha leitura com o sentimento de que eu finalmente tinha visto todas as facetas de Anne.

O diário de Anne é um dos relatos mais conhecido dessa época, e é por isso que eu ao ler esse livro eu gosto de pensar que eu não estou apenas lendo sobre Anne. Ela é um representação de todos que sofreram no Holocausto e o que aconteceu não pode ser esquecido.

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