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07 fevereiro 2018

Entre as Estrelas, de Katie Khan (#47)

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Título original: Hold back the stars
Autora: Katie Khan
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2017
Páginas: 280
Para saber mais: Skoob
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livro recebido em parceria com a editora
Sinopse: Um romance futurista surpreendente sobre o impacto do primeiro amor e como nossas escolhas podem mudar o destino de todos ao nosso redor. Perfeito para os fãs Um Dia e Gravidade. Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural. Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida - uma decisão impossível nesse novo mundo. Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem?


 Eu não sei se isso é um hábito normal já que nunca conheci ninguém que faça isso além de mim, mas quando eu vou começar uma leitura eu normalmente leio a última frase as vezes até o último parágrafo e só depois dou início ao livro. Não sei até que ponto isso é saudável para minha vida como leitora e comecei a repensar esse comportamento agora já que fazer isso com Entre as Estrelas estragou a minha experiência. Isso porque mesmo sendo só uma frase, ele já entregou tudo que aconteceria.


Mas tudo bem, vida que segue.

Entre as Estrelas conta a história de um amor impossível e se passa na Europa que depois da aniquilação dos Estados Unidos e Oriente Médio se torna uma utopia onde a cada três anos a população se muda para uma nova comunidade multicultural. Essa utopia prega o individualismo e reforça o comportamento de que o ser humano tem que ser um ser livre para fazer o que bem entender com ele mesmo, claro que lidando com as consequências.

Para que esse individualismo continue caminhando há uma lei muito importante que é a lei dos casais (se não to enganada com o nome), nela o sujeito é proibido de manter um relacionamento série e formar uma família antes dos 35. Bem utópico mesmo, o sexo sem compromisso é super valorizado e ninguém te julga por fazer isso. Mas apesar dessa visão do livro pra mim essa sociedade é na verdade uma distopia, e acredito que seja pessoal essa visão. Não sei qual foi a intenção da autora mas é interessante ver essa diferença de interpretação.

O que mais me chamou a atenção quando o livro chegou além da capa linda foi a premissa principal do livro: Carys e Max estão à deriva no espaço e possuem apenas 90 minutos de oxigênio e o livro começa exatamente nisso e vamos acompanhando o tempo se esgotando conforme os dois refletem e relembram momentos do complicado relacionamento deles. O mais interessante é que só descobrimos depois o motivo deles estarem ali, fora da Terra. E eu amei o motivo! Achei extremamente inteligente e super coerente devido as circunstâncias deles e do contexto em que vivem.


Enfim, me animei muito quando vi que o livro faria esse vai e vem no tempo. Tava atrás de referências assim em livros pois estou escrevendo uma história que faz exatamente a mesma coisa mas acabei tendo muitas dificuldades de continuar, não vou dizer que não me ajudou porque seria mentira. Só que me ajudou a ver o que eu não posso fazer isso porque logo depois de um tempo desse vai e vem tudo começou a ficar confuso e a leitura ficou cansativa para mim. E por isso e pelo fato de eu já saber como acabava que desanimei completamente da leitura e o abandonei por um tempinho. Voltei a ler quase que por obrigação mas me animei quando fui chegando no fim pois a autora insere nos capítulos finais uma reviravolta que não condizia com o fim e eu fiquei curiosa demais pra saber o que iria acontecer em seguida.

Em suma é um livro bem pensado, mas na minha opinião poderia ter sido melhor executado. O vai e vem no tempo sem marcações de quando era presente ou passado me deixou confusa em diversos momentos mas talvez tenha sido apenas produto de falta de atenção. E apesar da reviravolta no final ter me prendido e me feito animar novamente na leitura ela é um tanto desnecessária e também confusa logo no começo. Mas talvez isso tudo que me incomodou tenha sido por conta da tradução, talvez na língua original isso tudo fica bem melhor.

Mas acredito que tudo o que tenha me incomodado é bem mais pelo fato de que eu não sou tanto o público alvo dessa história. Eu sempre sei disso quando pego um livro assim, sou teimosa. Os livros me divertem quase sempre, normalmente são livros mais leves e fáceis mas quando paro pra refletir profundamente eu nunca me apaixono completamente. É meio triste, mas continuo na luta de voltar a ler mais livros young adult e gostar deles. Afinal, foi eles que me fizeram gostar de ler e gostaria muito de continuar acompanhando esse gênero.

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